PARCERIA ~ Entrevista com Rennan Andrade

Olá olá!

É um gosto enorme apresentar para vocês o novo autor parceiro do Prólogos e Epílogos. Quem segue a página do blog no facebook ou o meu instagram, sabe que há uns dias eu fechei parceria com o Rennan Andrade, autor de A Luz de Cada Mundo (que eu já li, amei e brevemente trago a resenha para vocês).

Rennan tem quinze anos e é de Embu das Artes, São Paulo. Quando ele entrou em contato comigo, eu li a sinopse do livro e fiquei encantada!

Entrevistei o Rennan para vocês poderem conhecer um pouquinho mais sobre este autor e também ficarem a par de alguns conselhos que o Rennan deu para aqueles que querem ser escritores e também para quem sofre com os terríveis bloqueios criativos (esses monstrinhoooos!).

Espero que gostem!


Prólogos e Epílogos: Com quem idade começou a escrever? Sempre quis ter livros publicados ou antes levava mais como um passatempo?

Rennan:Nem sempre eu levei a escrita como uma coisa séria. Quando eu tinha treze anos e comecei a escrever (fanfics), era mais como um passatempo, mas dai, seis meses depois, eu me peguei dizendo que queria ser escritor, e até hoje eu digo isso, pois é a pura verdade.

Prólogos e Epílogos: Nos agradecimentos de A Luz de Cada Mundo, mencionou Lune Bakami e agradeceu pelas artes de seus personagens. Mas nos conte, inspirou – se em alguém para desenvolver os incríveis personagens?

Rennan: Na verdade não. Era uma noite fria de Julho, dois anos atrás, havia acabado de terminar Amores de uma Vida, tinha dado uma pausa em The Love Story (minhas fanfics), e eu estava no meu quarto com uma blusa de lã. Eu percebi que, numa noite como aquelas, a única coisa que eu gostaria de fazer é escrever, e eu não tinha nada pra escrever, pois não tinha ideias para The Love Story e a segunda temporada de Amores de uma Vida possuía enredo pronto.
Sendo assim, eu peguei meu caderno do Bakugan e comecei a escrever, eu estudava de tarde na época, e comecei a escrever das nove da noite até umas três da manhã. Naquela noite eu criei muito, mas esse muito só foi utilizado depois de um tempo. Eu agradeço muito à Lune por fazer as artes, mas na verdade eu só procurei o Lune um ano e meio depois, quando o livro já estava quase pronto.

Prólogos e Epílogos: Sabemos que não irá revelar seus segredos todos, mas a curiosidade fala sempre mais alto! * Risos * De onde veio a inspiração para os mundos todos?

Rennan: Bom, eu criei seis mundos naquela mesma noite (sete, junto com Starlight City), e somente três foram para o resultado final do livro, e o quarto mundo presente no livro foi criado muito depois. Eu acho que a inspiração veio de coisas do cotidiano: a música, o frio, tudo isso deu inspiração para a característica central de alguns mundos.

Prólogos e Epílogos: Também mencionou Nicholas Sparks e Taylor Swift como fontes de inspiração (eu super te entendo, sou mega fã dos dois!). Como é que eles te inspiraram? Quais os livros de Sparks que mais te inspiraram? E quais as músicas de Taylor que mais te ajudaram a afastar os bloqueios criativos?

Rennan:Eu amo os dois, o que eles fazem é pura arte. Não estou falando necessariamente de A Luz de Cada Mundo, mas no geral, os livros de Sparks que mais me inspirou a escrever foram A Última Música e Um Homem de Sorte, e as músicas da Taylor que mais me ajudam na hora de escrever são All Too Well, The Last Time, Cold As You, Fearless, Wildest Dreams e Dear John; acho incrível como ela consegue converter sentimentos em músicas, se você sabe inglês sempre imagina a historinha por trás da música.

Prólogos e Epílogos: Falando em bloqueios criativos, tem algum conselho para quem sofre com esse terrível mal?

Rennan: A Luz de Cada Mundo surgiu de um momento meu com um bloqueio criativo, gente *risos*, e acho que as pessoas ficam com bloqueios criativos, pois cansam de alguma história ou não sabem prosseguir com ela, aguentar o peso sabe?
Bem, o que funciona para mim, é desviar-me da história que está em progresso e criar uma história nova. Isso ajuda o cérebro a trabalhar melhor, mas nunca, nunca abandone a história em progresso. Eu já fiz isso uma vez e só Deus sabe o quão ruim é.

Prólogos e Epílogos: Como reagiram seus familiares e amigos quando você contou que iria realizar este grande sonho? Eles leram essa obra de arte?

Rennan: Pra falar a verdade, eu não sei direito *risos*, quer dizer, meus amigos sempre me incentivaram a escrever: Vitória, Henrique, Raphael, Barbara, Diego, todos eles eu posso dizer que sempre me incentivaram a seguir meu sonho da melhor forma possível, e eu acho isso normal, até porque a gente é jovem, a gente se entende.
Mas a minha família, já é um pouquinho mais difícil. Quem sempre pareceu mais interessado em meu livro por aqui foi o meu pai, a minha mãe até que parece, mas do final ela sempre falo “eu não entendo nada disso que você tá falando” e eu acabo cansando de falar, mas lá estou eu no outro dia porque filho é fogo. E... A minha irmã, meus tios, minhas tias, minha outra mãe (sim, tenho duas mães gente!) sempre agiram bem normal, tipo: “Vai lançar um livro? Que bom”, mas ainda sim isso não me atingi muito, porque quando escrevo, eu procuro esvaziar minha mente.

Prólogos e Epílogos: Existem pessoas muito más. Houve alguém que tentou te por para baixo durante o processo de escrita / publicação do livro ou alguém que fez algum tipo de comentário maldoso? Como você reagiu e passou por cima?

Rennan:Olha, eu conheci uma pessoa horrível no começo desse ano: questionava meu jeito de ser, meu gosto musical, meu cabelo, me chamava de estranho, e isso era tão normal pra mim; quer dizer, os meus amigos já me fizeram perguntas do tipo, mas essa pessoa fazia essas perguntas de um jeito tão horrível, nada compassivo e depois que eu respondia com sinceridade, ela ou me zuava ou me criticava, e eu pensava “Why you gotta be so mean?” *risos*
Foi pior que uma agressão física, foi psicológica, mas eu pelo menos tirei uma lição de tudo isso: se uma pessoa não te faz bem, você tem que cortar laços com ela o mais rápido possível. Não falo com essa pessoa desde abril; não sinto saudade, não vou ligar, desbloquear do facebook, porque realmente não me faz falta. Acho que é a única pessoa que eu não gostaria de ter conhecido em toda a minha existência.

Prólogos e Epílogos: Sabemos que muitos leitores gostariam de publicar seus prórpios livros também. Tem algum conselho para quem quer ser escritor? Quais foram as principais dificuldades?

Rennan: Com uma editora você terá uma revisão profissional, o que resulta em menos estresse para o autor. Você provavelmente terá uma assessoria, não terá que se preocupar com ISBN, com o tamanho das margens do seu livro, enfim, você será somente o escritor. Sem uma editora, você será mais que o escritor, você será o dono do seu livro, terá que fazer a capa, a divulgação, a revisão, procurar onde distribuir (eu aconselho o Clube dos Autores) e ainda registrar (pelo amor de Deus, assim que terminar a revisão final, procurem registrar na Biblioteca Nacional, isso comprova os direitos autorais do seu livro).
Enfim, é bem cansativo de todos os modos, mas você sempre tem que visar para o topo. Onde é o topo pra você? É algum prêmio? Um best-seller? É a festa de lançamento? Vise o topo e tente chegar até lá, mas saiba que será difícil de qualquer modo. Somente.

Prólogos e Epílogos: Por fim, quer deixar alguma sugestão de leitura para os leitores do blog?


Rennan: Além dos livros do Nicholas Sparks, no momento eu estou lendo As Crônicas do Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos em formato digital. É uma série enorme, eu não sei se lerei todos os livros dela, mas pelo que eu li até agora, recomendo muito a leitura.

1 comentários:

  1. Gente, quando eu li a idade dele, eu fiquei, tipo, o que estou fazendo da vida com 19? *risos*. Enfim, ele é bem novinho e ainda tem bastante coisa para aprender pela frente, mas é um bom começo.
    A entrevista ficou excelente!

    Minhas Impressões

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